quinta-feira, 10 de junho de 2010

Música popular brasileira


I

A Música Popular Brasileira (MPB) é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta.

Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do rock e o samba, dando origem a um estilo conhecido como samba-rock, a do música pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no fim da década de 1990 a mistura da música latina influenciada pelo reggae e o samba, dando origem a um gênero conhecido como Swingue.

Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o baião, a bossa nova, o choro, o frevo, o samba-rock, o forró, o Swingue e a própria MPB.

História

A MPB surgiu exatamente em um momento de declínio da Bossa Nova, gênero renovador na música brasileira surgido na segunda metade da década de 1950. Influenciado pelo jazz norte-americano, a Bossa Nova deu novas marcas ao samba tradicional.

Mas já na primeira metade da década de 1960, a bossa nova passaria por transformações e, a partir de uma nova geração de compositores, o movimento chegaria ao fim já na segunda metade daquela década. Uma canção que marca o fim da bossa nova e o início daquilo que se passaria a chamar de MPB é Arrastão, de Vinícius de Moraes (um dos precursores da Bossa) e Edu Lobo (músico novato que fazia parte de uma onda de renovação do movimento, marcada notadamente por um nacionalismo e uma reaproximação com o samba tradicional, como de Cartola).

Arrastão foi defendida, em 1965, por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior, Guarujá-SP). A partir dali, difundiriam-se artistas novatos, filhos da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo e Chico Buarque de Hollanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, (São Paulo em 1966), Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa para MPB.

Era o início do que se rotularia como MPB, um gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira durante as décadas seguintes. A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada e uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez é difícil defini-la.


Arcadismo Brasileiro

Arcadismo- sua pesquisa

Arcadismo

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arcadismo
Arcadismo: valorização da vida bucólica

Introdução

O Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo, surgiu no continente europeu no século XVIII, durante uma época de ascenção da burguesia e de seus valores sociais, políticos e religiosos. Esta escola literária caracterizava-se pela valorização da vida bucólica e dos elementos da natureza. O nome originou-se de uma região grega chamada Arcádia (morada do deus Pan).

Os poetas da escola literária escreviam sobre as belezas do campo, a tranqüilidade proporcionada pela natureza e a contemplação da vida simples. Portanto, desprezam a vida nos grandes centros urbanos e toda a vida agitada e problemas que as pessoas levavam nestes locais. Os poetas arcadistas chegavam a usar psedônimos (apelidos) de pastores latinos ou gregos.


O Arcadismo no Brasil

No Brasil, o arcadismo chega e desenvolve-se na segunda metade do século XVIII, em pleno auge do ciclo do ouro na região de Minas Gerais. É também neste momento que ocorre a difusão do pensamento iluminista, principalmente entre os jovens intelectuais e artistas de Minas Gerais. Desta região, que fervia culturalmente e socialmente nesta época, saíram os grandes poetas.

Entre os principais poetas do arcadismo brasileiro, podemos destacar Cláudio Manoel da Costa (autor de Obras Poéticas), Tomás Antônio Gonzaga (autor de Liras, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu), Basílio da Gama (autor de O Uraguai) , Frei Santa Rita Durão (autor do poema Caramuru) e Silva Alvarenga (autor de Glaura).

As principais características das obras do arcadismo brasileiro são: valorização da vida no campo, crítica a vida nos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade, idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples, pastoralismo e fingimento poético.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Arquitetura – obra da época barroca

O Barroco começa a partir do ano de 1600 e todas as manifestações entre essa data e 1700 estão inseridas em um contexto assimétrico e rebuscado das obras barrocas. Segundo alguns autores, a palavra “barroco” deriva da palavra “verruca” do latim, que significa elevação de terreno em superfície lisa. Toda pedra preciosa que não tinha forma arredondada era chamada de barrueca. Logo após, toda e qualquer coisa que possuía forma bizarra, que fugia do normal, era chamada de baroque. O poeta italiano Giosuè Carducci foi quem, em 1860, adjetivou o estilo da época dos Seiscentos, referindo-se às manifestações artísticas ocorridas a partir do ano de 1600, como sendo barroco. Então, apesar de não possuir características unânimes em todas as obras, o barroco passou a ser a denominação dos artistas e escritores da referida época.


O Barroco ou Seiscentismo teve início em Portugal com a unificação da Península Ibérica, fato que acarreta ao período intensa influência espanhola, e também faz surgir outra denominação para o período, Escola Espanhola. No Brasil, o Barroco teve início em 1601, com a publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, o qual introduz em definitivo o modelo da poesia camoniana na literatura brasileira.


Portugal estava em decadência nos últimos vinte e cinco anos do século XVI, o comércio tornava Lisboa a capital da pimenta, no entanto, a agricultura estava abandonada e as colônias portuguesas, inclusive o Brasil, não deram riquezas imediatas. Pouco tempo depois, com o desaparecimento de D. Sebastião, Filipe II da Espanha consolidou a unificação da Península Ibérica, o que possibilitou e favoreceu o avanço da Companhia de Jesus em nome da Contra-Reforma, o que ocasionou a permanência de uma cultura praticamente medieval na península, enquanto o restante da Europa vivia as descobertas científicas de Galileu, Kepler e Newton, por exemplo.


É durante este quadro cultural europeu que o estilo Barroco surgiu, em meio à crise dos valores renascentistas, ocasionada pelas lutas religiosas e dificuldades econômicas. O contexto assimétrico e rebuscado do barroco, citado anteriormente, é reflexo do conflito do homem entre as coisas terrenas e as coisas celestiais, o homem e Deus, antropocentrismo (homem no centro) e o teocentrismo (Deus no centro), pecado e o perdão, enfim, constantes dicotomias.


No Barroco podemos classificar dois estilos literários: O Cultismo e o Conceptismo.


• Cultismo – caracterizado pela linguagem culta, rebuscada, ligado à forma, jogo de palavras, com influência do poeta espanhol Luís de Gôngora, e por isso, chamado também de Gongorismo.


• Conceptismo – caracterizado pelo jogo de idéias, ligado ao conteúdo, raciocínio lógico, com influência do espanhol Quevedo, e por isso, chamado também de Quevedismo.


No Barroco brasileiro destacam-se os autores: Padre Antônio Vieira com suas obras de profecias, cartas e sermões e Gregório de Matos Guerra, essencialmente poético.

Sade – ainda uma literatura de vanguarda

sade3Sade, o Marquês, ou Donatien-Alphonse-François, nasceu num 2 de junho de 1740, na França, e além de poeta, dramaturgo e pensador, foi um dos mais (se não o mais) pervertidos escritores da literatura Ocidental. Apesar do carma da perversão, que ancorou sua biografia, Sade nunca foi um autor menos que brilhante. O psicanalista francês Jacques Lacan dizia que deveríamos ler as obras do Marquês para descobrir que existe algo de “não natural” no desejo humano, alguma coisa que é irredutível ao seu amor-próprio “natural”. Sade dissertou sobre o universo erótico com tal profundidade que boa parte da psicanálise ainda hoje estuda seus trabalhos como forma de entender a natureza humana.

Outro mestre da psicanálise, o belga Serge Andres, autor de “A Impostura Perversa”, diz que Sade foi o responsável por revelar a face recalcada da libertinagem, substituindo a falsa liberdade moral (defendida pelos libertinos), por uma moral baseada na obediência estrita. Enquanto os libertinos panfletavam “podemos ter prazer, isso não é proibido”, Sade bradava seu hino comportamental, “devemos gozar, isso é uma obrigação”. É difícil dizer se éramos todos sádicos e não sabíamos, ou se sabíamos e não dizíamos. Não importa, o que devemos ressaltar é que sua obra vai muito além da análise apurada que o autor fez dos elementos eróticos da sociedade. Mais do que tudo, ela disseca o “mal” e a hipocrisia do homem em lidar com este.

Não por acaso, Sade foi perseguido, injuriado, atacado e preso várias vezes por escândalos, declarações, publicações, mas nunca se deixou levar pela carga moral que se misturava ao oxigênio social de seu tempo. Aos 23 anos, foi detido pela primeira vez por libertinagem e passou duas semanas na prisão de Vincennes. Daí em diante sua vida foi uma sucessão de escândalos, prisões, devassidão, e como membro da aristocracia tudo o que fazia era comentado nas hostes mais conservadoras da sociedade francesa.

Sade – ainda uma literatura de vanguarda

sade3Sade, o Marquês, ou Donatien-Alphonse-François, nasceu num 2 de junho de 1740, na França, e além de poeta, dramaturgo e pensador, foi um dos mais (se não o mais) pervertidos escritores da literatura Ocidental. Apesar do carma da perversão, que ancorou sua biografia, Sade nunca foi um autor menos que brilhante. O psicanalista francês Jacques Lacan dizia que deveríamos ler as obras do Marquês para descobrir que existe algo de “não natural” no desejo humano, alguma coisa que é irredutível ao seu amor-próprio “natural”. Sade dissertou sobre o universo erótico com tal profundidade que boa parte da psicanálise ainda hoje estuda seus trabalhos como forma de entender a natureza humana.

Outro mestre da psicanálise, o belga Serge Andres, autor de “A Impostura Perversa”, diz que Sade foi o responsável por revelar a face recalcada da libertinagem, substituindo a falsa liberdade moral (defendida pelos libertinos), por uma moral baseada na obediência estrita. Enquanto os libertinos panfletavam “podemos ter prazer, isso não é proibido”, Sade bradava seu hino comportamental, “devemos gozar, isso é uma obrigação”. É difícil dizer se éramos todos sádicos e não sabíamos, ou se sabíamos e não dizíamos. Não importa, o que devemos ressaltar é que sua obra vai muito além da análise apurada que o autor fez dos elementos eróticos da sociedade. Mais do que tudo, ela disseca o “mal” e a hipocrisia do homem em lidar com este.

Não por acaso, Sade foi perseguido, injuriado, atacado e preso várias vezes por escândalos, declarações, publicações, mas nunca se deixou levar pela carga moral que se misturava ao oxigênio social de seu tempo. Aos 23 anos, foi detido pela primeira vez por libertinagem e passou duas semanas na prisão de Vincennes. Daí em diante sua vida foi uma sucessão de escândalos, prisões, devassidão, e como membro da aristocracia tudo o que fazia era comentado nas hostes mais conservadoras da sociedade francesa.

A designação de época clássica, refere-se à tendência estética e cultural que proliferou na Europa, desde meados do século XVI até finais do século XVIII. Defendia e cultivava a recuperação da cultura clássica greco-romana, no que toca às referências estéticas e culturais, e do Renascimento italiano, no que toca à adopção de formas e géneros.

A sua linguagem formal, encontra paralelismos na pintura, na arquitectura e na literatura, sem, no entanto, corresponder a um movimento unitário ou concertado no tempo ou no espaço.

Considera-se que o início da época clássica da literatura portuguesa esteja relacionado com a propagação das novas formas literárias do Renascimento italiano em Portugal introduzidas por Sá de Miranda, após o seu regresso, em 1526, da sua viagem à Itália, que vai estender-se, em toda a sua diversidade, até meados do século XIX.

Os principais movimentos estéticos que proliferaram durante este período são: o classicismo, o maneirismo, o barroco, o neoclassicismo.

Classicismo

Termo que se generalizou, ao longo do século XIX, para designar uma tendência estética e cultural.que abarca o barroco e o maneirismo e coincide, de uma forma geral, com o período renascentista; com a recuperação de modelos e valores da cultura antiga greco-latina e pelo crescimento do interesse pelo humano, estranho à tradição escolástica medieval.

Na poesia o classicismo, está estreitamente ligado ao debate em torno da Poética de Aristóteles, onde se colheram as regras formais e temáticas dos vários géneros. Contudo a introdução destas novas formulas não implicou o desaparecimento das formas tradicionais nem de certos temas e motivos, pelo que encontramos autores de sonetos, ou de outras formas do classicismo a escreverem também redondilhas e vilancetes.
Esta coexistência verifica-se em vários autores do século XVI, como o próprio Sá de Miranda e Camões.

Em finais do século XVIII, o classicismo renova-se com o neoclassicismo.

Barroco

Conceito surgido no século XVIII associado às noções de irregularidade, desordem ou desequilíbrio, por oposição às normas do classicismo, podendo ser definido por uma reacção contra o estatismo e a rigidez clássicas. Consolida-se, ao longo do século XVII e da primeira metade do século XVIII, a partir da sua origem italiana, influenciando a arte europeia deste período, nomeadamente na Flandres, em Espanha e França, na Europa central (Viena e Praga) e em Portugal, daí se estendendo à América Latina.

Nas artes plásticas o barroco vai determinar, o aparecimento de formas sensuais, generosas, dinâmicas, em que o movimento da linha serpenteante tem uma importância decisiva, bem como os efeitos de luz, na criação de poderosos contrastes, distorções espaciais ou ilusões ópticas.

Na literatura, o barroco valoriza o culto da forma, elevando a expressão artística à exploração das potencialidades lúdicas da linguagem e à sua capacidade de surpreender e cativar o leitor mediate efeitos inesperados, contrastes, raciocínios lógicos paradoxais. Deste modo, a passagem ao barroco, desencadeia o requinte formal dos textos poéticos que sob influência do cultismo e do conceptismo, tornam-se cada vez mais exercícios de exibição da mestria retórica do poeta, procurando desenvolver, a partir do elemento mais insignificante, uma teia de figuras de estilo, de imagens, e sugestões, pelo uso da sintaxe, com destaque para figuras como hipérbatos, metáforas e antíteses.

Em Portugal o barroco estende-se de fins do século XVI a meados do século XVIII, sendo fortemente marcado pela influência espanhola de Góngora e pelo conceptismo. Entre os grandes escritores do barroco português, contam-se D. Francisco Manuel de Melo e o padre António Vieira.

A poesia barroca portuguesa foi recolhida em dois cancioneiros: a Fénix Renascida (publicada, em 5 volumes, entre 1715 e 1728) e o Postilhão de Apolo (1761-1762).

Maneirismo

Na literatura, o maneirismo representa o diluir das regras formais do classicismo. Coincide, historicamente, com o clima de instabilidade e pessimismo decorrente de alguma descrença nas capacidades humanas, manifesto já em parte do século XVI, e que em Portugal é acentuado pelo período de declínio do império e de perda da independência.

A expressão do patético, a consciência dos contrastes, limitações da vida humana tornam-se mais agudas, manifestando-se, por exemplo, em inúmeras referências ao tema do desconcerto do mundo, frequente em Camões.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Literatura Brasileira
História da literatura brasileira, Escolas Literárias do Brasil, Quinhentismo, Barroco, Arcadismo,
Romantismo, Realismo, Parnasianismo, Simbolismo, Modernismo, Neo-realismo


Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação ( de viagem ) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Barroco ( século XVII )

Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor de Prosopopéia; Gregório de Matos Guerra ( Boca do Inferno ), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes.

Neoclassicismo ou Arcadismo ( século XVIII )

O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção da obras desta época. Enquanto as preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo ( século XIX )

A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar : individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras românticas que podemos citar : O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.

Realismo - Naturalismo ( segunda metade do século XIX )

Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar : objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras : Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.

Parnasianismo ( final do século XIX e início do século XX )

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

Simbolismo ( fins do século XIX )

Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré-Modernismo (1902 até 1922)

Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período são: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.

Modernismo (1922 a 1930)

Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são : nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos) , linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas : Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.

Neo-Realismo (1930 a 1945)

Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras : Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecilia Meireles.